QUEM SE LEMBRA DE BRINCAR AO EIXO?
🤸 O jogo do eixo — quando bastavam amigos, espaço e coragem para brincar
Esta fotografia antiga a preto e branco recupera uma das brincadeiras mais conhecidas de outras gerações: o jogo do eixo, também chamado em algumas terras de salto ao eixo ou passa-bicho. Um dos miúdos ficava curvado, apoiando as mãos nos joelhos, enquanto os outros corriam e saltavam por cima dele, abrindo bem as pernas para não tocar.
Parecia uma brincadeira simples, mas exigia equilíbrio, impulso e alguma coragem. Quanto mais confiança havia, mais alto se saltava e maior era a distância tomada para ganhar balanço. E, como acontecia em quase todos os jogos de rua, havia sempre quem quisesse mostrar que saltava mais longe ou com mais estilo do que os outros.
Não eram precisos brinquedos, equipamentos ou um espaço preparado. Bastava um pedaço de terreno, um recreio ou uma rua com pouco movimento. As regras eram combinadas ali mesmo e podiam mudar de grupo para grupo. Quem falhava o salto, tocava demasiado no colega ou perdia o equilíbrio acabava muitas vezes por trocar de lugar e passar a ser o próximo “eixo”.
Havia quedas, joelhos esfolados e discussões sobre quem tinha feito batota, mas tudo durava pouco. Minutos depois estavam novamente a correr, a saltar e a desafiar-se uns aos outros.
Hoje, fotografias como esta recordam uma infância muito diferente, vivida sobretudo fora de casa e feita de jogos simples, inventados pelas próprias crianças.
Não era preciso muito para criar uma tarde inteira de diversão. Bastavam amigos, espaço para correr e vontade de brincar.
